A denominação da AlmaTua procura salientar, desde logo, as gentes de Trás-os-Montes, a quem esta associação se dirige em primeira instância.
Dividindo-se o nome em Alma – remetendo para a experiência subjetiva e idiossincrática – e Tua – evocando o icónico rio Tua envolto por paisagens arrebatadoras de intrínseca beleza, onde a perfeição natural se alia à linha ferroviária –, emerge um deleite idílico profundamente enraizado no território. Tal como descrevia Miguel Torga:
Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir
as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor,
pintor ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para
além dos limiares plausíveis da visão. Um universo virginal,
como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia,
pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar,
ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá
no fundo a refletir o seu próprio assombro.
Um poema geológico. A beleza absoluta.
Desta forma, conceptualiza-se um modo muito próprio de ser das gentes transmontanas que, moldadas pelo seu contexto natural, conferem um colorido único e singular às suas formas de relação e vivência comunitária.
Descentralizar, prevenir e intervir precocemente, integrando a intervenção clínica psicológica individual e familiar, constitui o eixo transversal da AlmaTua, que visa incrementar a prevenção da doença e a promoção da saúde mental junto da população.